
"E as teias que vidram nas janelas
esperam um barco
parecido com elas
Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar
E é a pronúncia do Norte
Corre um rio para o mar"
Rumando nas ondas da vida
Acreditando que existe um destino
Faço planos para alterar a via
Que me guia
Tento lutar contra mim para me acalmar...
Alguns chamam lhe o corte
Eu chamo lhe pronuncia do Norte!
Ter garras para me encontrar...
Sinto o vento puxar,
Sinto as nuvens a abrir
No Norte
A Terra onde os cegos conseguem ver
O lugar onde os analfabetos conseguem ler
Através de sensações...
Lumiar os meus passos no luar do eixo oposto ao sul
Sentir que me aceitas por quem sou e fui...
É apenas pronuncia do Norte
São traços do meu próprio corte...
Mesmo que não entendas o que estou a escrever
Ter a pronuncia do Norte
É ter coragem para assumir o que vais dizer
Ser sem medo o que o destino nos faz ser...
Seguir a luz sem olhar pra trás...
Dizem-me os ventos do norte
Que a sina se faz sentir
Quando te esqueceres de chorar
A vontade crescente de rir
Deixa-la apoderar-se...
Deixa-la vir sem ter de partir...
Acorda com a Pronuncia a teu lado
Dá as mãos ao que te foi guardado
No fundo a Pronuncia é o teu fado...
Mesmo que não entendas o que estou a escrever
Ter pronuncia do norte
É ter coragem para assumir o que vais dizer...
Mergulha nos espaços e ruas
Voar com almas nuas
Com verdades por mais que obscuras
Deixa a tua vida rolar...
Toma posições que são tuas
Mudanças que és tu que mudas
Quebrando correntes cruas
Aceita sem medo de não acertar...
Fecho os olhos quando o Vento do Norte passar
Faz te a vida quando a pronuncia se apoderar
de ti....